Geração de Conhecimento

Conheça a base da ciência destinada à informação

Atualmente, a base da geração do conhecimento científico difundido pela Aliança SIPA é toda fundamentada em quatro experimentos, os quais englobam diferentes regiões produtoras do subtrópico brasileiro. Os experimentos são todos de longo prazo e embasados em sistemas integrados de produção agropecuária, gerando informações confiáveis e totalmente seguras de serem aplicadas. A condução dos experimentos tem por responsabilidade duas das mais renomadas universidades do país, sendo elas a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e a Universidade Federal do Paraná (UFPR). Ambas universidades, a partir da pesquisa produzida por trabalhos de iniciação científica, mestrado e doutorado, têm o compromisso de gerar informação e difundi-la de forma a completar a cadeia do conhecimento.

Conheça nossos Experimentos

Experimento nº 1 – Inserindo a pecuária no contexto produtivo da soja

 

O experimento está sendo conduzido em semeadura direta, desde 2001, em área pertencente à Fazenda do Espinilho (São Miguel das Missões). O solo é classificado como Latossolo Vermelho argiloso, profundo e bem drenado. O sistema compara a introdução de pastagens de inverno em rotação com lavouras de soja com áreas sem integração. A área total do experimento é de aproximadamente 22 hectares. Os tratamentos constam de diferentes alturas de manejo do pasto: 10, 20, 30 e 40 cm e um tratamento sem pastejo. Utilizam-se bovinos jovens, com idade ao redor de 12 meses em pastoreio contínuo da primeira quinzena de julho se estendendo até a primeira quinzena de novembro, quando dá lugar ao cultivo da soja até abril/maio. A hipótese porta sobre o impacto das intensidades de pastejo sobre a produção animal e de soja em sucessão.

Experimento nº 2 – Produzindo ovinos em rotação com soja

O experimento vem sendo conduzido sob plantio direto desde 2003 na Estação Experimental Agronômica da UFRGS (Eldorado do Sul/RS) em Argissolo Vermelho de textura franco-arenosa, com relevo levemente ondulado e área total de 4,8 ha. No inverno, as unidades experimentais recebem azevém anual, manejado com dois métodos de pastoreio: contínuo e rotativo, e duas intensidades de pastejo: 2,5 e 5,0 vezes o potencial de consumo de cordeiros em terminação. O ajuste de carga dos animais é feito a cada fim de ciclo do pastoreio rotativo e a lotação variável é reajustada pela previsão da produção do pasto no ciclo de pastejo. No verão, as unidades são subdivididas em dois sistemas de produção: um com monocultura de soja e outro com rotação anual de soja/milho. No ano de 2017, esse experimento sofreu modificação e hoje tem como objetivo principal avaliar o impacto da adubação de sistemas (somente no inverno, no azevém, ou no verão, na soja), nos atributos de solo, produção animal de ovinos e de grãos de soja. A condução do experimento segue semelhantemente, utilizando-se ovinos em pastejo com carga variável, objetivando-se manter uma altura do pasto de 15 cm do azevém. A hipótese do atual experimento porta sobre o efeito do momento da adubação fosfatada e potássica sobre as produções agrícolas e pecuárias, bem como nos principais atributos do solo.

Experimento nº 3 – Diversificando a produção agropecuária em terras baixas

O experimento vem sendo conduzido desde 2013 na Fazenda Corticeiras, (município de Cristal/RS), em Planossolo Háplico, com relevo plano e área de 18 ha em plantio direto em quatro dos cinco sistemas. Os sistemas investigados representam diferentes cenários de produção de arroz em terras baixas na metade sul do RS. O ciclo pastagem utiliza novilhos de corte em pastoreio contínuo. A partir do inverno de 2017, os sistemas receberam novas adaptações, principalmente envolvendo o momento da adubação. Objetivando- se avaliar a eficiência de uso dos nutrientes dos diferentes sistemas, somente o sistema de produção referência, com produção de arroz em monocultivo e intenso revolvimento do solo receberá adubação no verão, com os demais sistemas recebendo toda adubação no período do inverno, caracterizando uma adubação sistêmica. A hipótese porta sobre o impacto da pastagem introduzida nas rotações agrícolas e a diversidade espacial (intensidade) e temporal (duração) dessas rotações.

 

Experimento nº 4 - Sistemas integrados de produção agropecuária na promoção da sustentabilidade em área de proteção ambiental


O experimento está localizado na Fazenda Experimental Canguiri da UFPR no município de Pinhais/PR, desde 2012, em uma Área de Proteção Ambiental (APA) do Iraí, que é uma unidade territorial criada em 1996 para “proteção e conservação da qualidade e quantidade de água para fins de abastecimento público”. São estudados sete tratamentos que exploram combinações de rotações de milho, girassol, aveia + azevém, capim Áries e eucalipto. A área experimental é de 32 ha.

Experimento nº 5 - Inserção de leguminosas em consórcio com pasto no sistema “Boi Safrinha”

O experimento está sendo conduzido em semeadura direta, desde 2014, em área pertencente à Fazenda Gravataí (Itiquira/MT). O solo é classificado como Latossolo Vermelho distrófico, argiloso, profundo e bem drenado. O sistema avalia diferentes gramíneas (Urochloa ruziziensis, U. brizantha BRS Paiagúas, U. brizantha BRS Piatã, P. maximum BRS Tamani) cultivadas solteiras ou consorciadas com feijão caupí (Vigna unguiculata cv. BRS Tumucumaque) e com feijão guandu (Cajanus cajan cv. BRS Mandarim), os quais são semeados após a colheita da soja. Utiliza-se fêmeas bovinas, com peso entre 210 e 260 kg, em pastoreio contínuo da primeira semana de abril até a primeira quinzena de setembro, quando dá lugar ao cultivo da soja entre outubro e fevereiro. A principal hipótese é que o incremento de diversidade na fase de pastagem promove melhorias na qualidade do solo e que, por conseguinte, reflete em incrementos na produtividade do sistema de produção.

Experimento nº 6 – Manutenção da viabilidade da cultura da soja em solos arenosos com a introdução de SIPA

O presente experimento está instalado, desde 2017, em área experimental do Instituto Mato-grossense do Algodão (IMA), na cidade de Rondonópolis-MT, em um Neossolo Quartzarênico. O experimento consta de combinações de sistemas de manejo de culturas com níveis crescentes de diversidade de plantas (Diversidade Funcional). A cultura da soja é cultivada na safra (as vezes rotacionada com milho) e o pasto é inserido na segunda safra, com exceção ao sistema de pousio, com pasto solteiro por 8 meses, pasto consorciado (com espécies de 4 famílias) por 8 meses, pasto consorciado (com espécies de 4 famílias) por 20 meses e um sistema com maior diversidade com a introdução de animais para pastejo. O principal objetivo do experimento é o de dispor de informações para adequado manejo de solos arenosos cultivados com a cultura da soja no Mato Grosso.

Experimento nº 7 – Viabilização da cultura do algodão em solos arenosos no Mato Grosso

O presente experimento está instalado, desde 2017, em área experimental do Instituto Mato-grossense do Algodão (IMA), na cidade de Rondonópolis-MT, em um Neossolo Quartzarênico.  O experimento consta de combinações de sistemas de manejo de culturas com níveis crescentes de adição de resíduos e de diversidade de plantas na fase de pastagem, com foco em adicionar matéria orgânica em quantidade e qualidade suficientes para incrementar a população e diversidade de microrganismos do solo, com reflexos na qualidade do solo e sustentabilidade do sistema de produção de algodão em solos arenosos.

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